LEMBRANÇAS DA VERDADE!
Queridos leitoresDurante mais de uma década meus 2 poemas: "Preciso de Alguém" e "Ei! Sorria..." foram tidos como de Charlie Chaplin.
Consegui em alguns momentos que acreditassem nesse fato, outros me desacreditaram, bem como é
mesmo que comprovadamente quando se é investigado o parentesco que vovó Lygia tinha com Castro Alves, o que na realidade
sempre foi uma história de família, bem como o químico francês tio distante tetravô que formulou a pasta de dentes Kolynos
e o dono da Kolynos roubou a fórmula dele, e se justifica essa minha tão louca tríplice, de música, poesia e química, sendo ainda
uma tia de terceiro grau, tia Antonieta que nem a conheci, uma cantora lírica internacionalmente conhecida,
mas que ficou tãtã, esclerosada mesmo e acabou como o alvo de chacota dos irmãos da numerosa família de mamãe.
Só que na realidade vou lhes contar a historinha de como tudo começou:
Eu escrevia desde menininha, bem mesmo pequeninha, escrevia pra meus parentes, pais e tudo mais, só que eu tinha vergonha
até de minha mãe.
Não conseguia mostrar meus poemas, e quando minha mãe fazia, eu morria de vergonha e pedia que ela não o fizesse mais.
Mas não adiantava, ela nunca agüentou e sempre leu, e sempre chorei de raiva, mas não conseguia deixar de dividir
pelo menos com meu pequeno público: papai e mamãe.
Depois de um tempo, eu comecei a escrever cartas e cartões de aniversário e Natal, Ano Novo, essas coisas...
Sempre escrevi em forma mais poética ou romântica, as pessoas sempre disseram que gostavam porque eu tocava as
almas e onde as pessoas queriam ouvir.
Uma das pessoas que me demonstravam que se comunicavam comigo através desses cartões, pois ficava uns 30 minutos lendo e eu
escondida olhando em algum canto que pudesse o ver lendo, foi o meu, na época amigo e professor de Bioquímica, da ETFQ-RJ.
Ele era carrancudo, difícil e ninguém gostava do cara, apesar de novinho e cá pra nós... Gatíssimo.
Muitos detestavam ele, e hoje até sei o porque, mas não via isso nele, até por termos uma simbiose e um canal
de comunicação muito bem ativado e límpido no que dizia respeito à matéria.
Começamos a nos ver mais, e eu acabei me interessando pelo cara, mas nunca imaginava que os meus textos dos cartões que remetia
iriam aparecer algum dia na internet como de Chaplin, como 2 anos depois, daí já era 1998, lembro-me como se fosse hoje:
estava no meu quarto da casa da vovó, onde eu morava, pois meu avô havia falecido de leucemia e minha avó era enfartada e sofria de angina,
era hipertensa e cardíaca e requeria muitos cuidados, e numa das minhas noites viradas preocupadas com a vovó, onde eu ficava no ICQ e no mIRC
trocando mp3, pois eu operava um canal de mp3, onde conheci amigos de todo sempre e até presenciais pelo Brasil inteiro,
eu recebia uma mensagem dessas formatadas através da Belvedere (uma poetisa virtual que depois conheci).
Falei a ela do assunto e ela me disse da problemática com esse e vários outros textos.
Daí parece que entrei num mar de orientações difusas e confusas que me levaram a decidir que iria deixar tudo pra lá e deixar o tempo mostrar.
O tempo mostrou, e todo mundo quase hoje o publica como meu, e graças a Deus se conscientizou.
O pior que agora, aparece um senhor, do qual não irei falar, por que mudei a estratégia de minha ação, até porque a briga é a arma de quem não
tem razão, que me disse que escreveu o texto antes de mim e que eu parasse de dizer que é meu, e mais não sei quantas ordens e falando ser famoso,
ter livros editados nas melhores livrarias e editoras e tudo mais, e me dando ordens de que eu fizesse o meu mea culpa o mais rápido possível, não mais o citando como meu,
o "seu" texto.
Fiquei muito mal, de ontem pra hoje passei muito mal, mas depois fui analisando e estou fazendo pesquisas junto a uma advogado dentro do que ele e a paciente que
citou o poema veio a me acusar de estar equivocada ou estarmos em processo de psicofonia (se alguém souber do que isso se trata, esse tipo de processo de inspiração explique-me
porque com toda a minha leitura, nunca ouvi falar em tal fenômeno...).
Fico pasma como as pessoas tentam assombrar outras e até pensam em plantar provas de algo que não fizeram, pois já disse e repito:
Podem me colocar de cabeça pra baixo, torturar, me dar eletro-choque, fazer tortura ou qualquer coisa dessas, mas o poema foi escrito por mim,
em 1996, pra uma pessoa por quem me apaixonei e também teria minhas testemunhas como ele, mas não está no Brasil e ele tem mais o que fazer, até porque
não iria me expôr ao ridículo a incomodar pessoas sérias, em pós-doutorado, na Flórida com tal situação.
É ridículo...
Mas o poema é meu, mesmo, não tenho mais nada a relatar a esse senhor, e que ele me processe, que prove ser dele, ele tem dinheiro e sabemos como é o movimento
da justiça nesse país, não garanto nada, mas eu não nego, até porque fui eu quem o escrevi.
Preciso de Alguém
(não de Charlie Chaplin)
Que me olhe nos olhos quando falo.
Que ouça as minhas tristezas e neuroses com paciência.
E, ainda que não compreenda, respeite os meus sentimentos.
Preciso de alguém, que venha brigar ao meu lado sem precisar ser convocado;
alguém Amigo o suficiente para dizer-me as verdades que não quero ouvir,
mesmo sabendo que posso odiá-lo por isso.
Nesse mundo de céticos, preciso de alguém que creia,
nessa coisa misteriosa, desacreditada, quase impossível: A Amizade.
Que teime em ser leal, simples e justo, que não vá embora se algum dia eu
perder o meu ouro e não for mais a sensação da festa.
Preciso de um Amigo que receba com gratidão o meu auxílio, a minha mão estendida.
Mesmo que isto seja muito pouco para suas necessidades.
Preciso de um Amigo que também seja companheiro, nas farras e pescarias,
nas guerras e alegrias, e que no meio da tempestade, grite em coro comigo :
" Nós ainda vamos rir muito disso tudo " e ria muito.
Não pude escolher aqueles que me trouxeram ao mundo, mas posso escolher meu Amigo.
E nessa busca empenho a minha própria alma, pois com uma Amizade
Verdadeira, a vida se torna mais simples, mais rica e mais bela .
Cris Passinato
Publicado no Recanto das Letras em 13/10/2005
Código do texto: T59462
Um abraço,
Cris Passinato

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