Todo sábado é dia de...
“Todo sábado era assim...Eu me lembro de nós 2...” (José Augusto – Sábado)
BOOM!!!!!! Que romantismo, que nada... É punk, é social, é solidário, é educar...
Sábado é dia de cultura!!!!!!!
Rio, Sábado, dia 19 de agosto - dia meio lusco-fusco, meio que alternando entre o chuvoso e alguns raios matinais de sol. Ensaiando um abafado calor, que mais tarde daria o real valor de sua presença com o mini-temporal que bateu enquanto estava numa boa no cinema, mas antes disso tudo, iria enfrentar um dia bem movimentado. Um ensaio pro frenético do final de semana passado.
Foi realmente pesado o ritmo, mas foi dignificante.
A primeira das minhas metas era: dar minhas aulas pros meus alunos do Vetor.
Depois na mesma Ataulfo de Paiva (Leblon), lanchei e depois segui em busca do Teatro Café Pequeno, onde pude encontrar na sua porta com a Gisele Bezerra e Cissa Miguel.
Gisele Bezerra (namorada do Rafael) e Cissa Miguel (mãe do Greyk)
O show era um lindíssimo projeto para a maturidade de título: “Só para maiores de
Senhoras dançando.
Senhoras na platéia.
Rafael cantou clássicos da Jovem Guarda tais como: “Pobre Menina”, “Biquíni de Bolinha”, “Como é grande o meu Amor por você” e sua regravação e linda canção do querido amigo de meu pai e cantor pós-Jovem Guarda, pouco menos “Eie Eie Eiê” e mais romântico, Marcio Greyck: “Impossível acreditar que perdi você”.



Rafael no palco
E dentre esse repertório que mesclava, Roberto e Erasmo Carlos, Leno e Lilian e compositores ainda reverenciados nessa época, Rafael o jovem que segundo o mesmo, no colégio meio que se envergonhava por ser filho de cantor rotulado “brega”, agora com a oportunidade nesse projeto da Prefeitura do Rio em que foi obrigado inicialmente a rapidamente decorar e ensaiar as canções, sentiu-se emocionado muitas vezes em sua apresentação declarando que: “É a minha oportunidade de me redimir dessa condição e poder sentir que a música romântica também tem seu espaço e seu momento. Com a maturidade pude perceber melhor tudo isso.” – declarou o talentoso e sensível rapaz.
Ao final do show adquiri o cd e Rafael fez questão de autografá-lo e disse quando elogiei suas composições em seu blog: “Pois é, Cris, tenho mesmo esse blog para exercitar a minha escrita, mas tem tempos que não escrevo, faz mais ou menos 1 ano... Tenho mesmo que voltar a escrever, mas preciso fazer isso com calma, estou com muitos projetos e compromissos...” – salienta a necessidade da composição em sua vida, marcando inclusive seu cd que é praticamente todo autoral, dividindo composições ora com seu pai e ora com seu irmão Bruno Miguel, que inclusive é também cantor e compositor e pode ser visto em seu trabalho na novela Floribella, na Band.
Acabando esse show, segui para o Unibanco Arteplex, na cola de Estamira, pois saiu do Rio Design Center da Barra, em 2 semanas em cartaz – como todo filme cult na Barra, mas sem comentários...
Então chegando à Praia de Botafogo, ali pertinho do Botafogo Praia Shopping, cheguei ao chiquetosérrimo Arteplex, onde inclusive vi artistas tais como: Débora Block, que costumam circular nas livrarias, exposição da Família Moreira Salles (do Instituto Moreira Salles de Cinema) e mais o desfile de cartazes que me fizeram ficar tonta a caminho do barzinho com xicrões que infelizmente não tirei nenhuma foto, admito que por pura vergonha de pagar um mico homérico, sabe?
Então lanchei um chique misto quente enroladinho em um pão árabe delicioso e uma Coca Light, liguei pro meu aluno que é cinéfilo como eu e ele foi me dando dicas de vários cantinhos e alguns títulos de filmes que ali estão em cartaz para uma próxima ida.
Quando vi, a fila estava imensa meia hora antes da sessão iniciar e 15 minutos antes da porta da sala 5 ser aberta. E quando isso ocorreu, pudemos eu e 2 simpáticas moças com quem dividi pipoca e conversávamos sobre alguns filmes que vimos, esperávamos por traillers que curtíamos também, quando as luzes parcialmente se fecharam e pudemos rir um pouquinho com alguns traillers de indicação das saídas de segurança, pois se tratava de uma animação fofa de sacos de pipoca se esbarrando e se esparramando até às saídas.
Foi quando o filme iniciou e todas as luzes se encerraram e foi me dando um frio imenso na barriga.
Pudera! Estava atrás desse filme, eu nem sabia por quê?
Eu hoje sei, e vendo Estamira pude deixar de achar que a lógica que tem sentido, que as pessoas que são dotadas de sapiência copiada é que são as mais inteligentes. Sem dizer que alguns paradigmas foram quebrados, entender o filme foi complexo, entender o que Estamira tanto repetia e falava era um desafio, por isso saí do filme dolorida, com a cabeça explodindo, mas encontrei na porta um vendedor simpaticíssimo de OCAS´, uma revista que adoro, que está em uma edição comemorativa de 4 anos e a capa era nada mais, nada menos que Cartola, e eu não resisti, levei...
Peguei meu 179 – Recreio na porta, pois o ponto é na frente do Arteplex, e não tive dificuldade nenhuma, nem demorou, e segui minha viagem, quando ao chegar no ponto da Rocinha, tive mais uma surpresa...
A seguir cenas da próxima matéria-post...











3 Comentários:
Estou tentando comentar!rs!
Mas ainda me atrapalho com os protocolos internéticos...adorei a lagostinha desaforada,o seu texto e já fui a um show do Rafael e achei ótimo...só que eu tb estaria aí neste da terceira idade amarradona...seu texto me deu saudade do Rio...morei anos no Leblon...o caminho que vc descreve era meu Santiago cotidiano!
Bj enorme e amo fazer parte desta equipe!rs!
Sua Lulu Colunista!
Por
Anônimo, às 11:19 PM
Ahá!
Acho que consegui!
Aprove-me!
Aprove-me!
Lulu!
Por
Anônimo, às 11:20 PM
Que bom, Lulu, minha aplicada e querida colunista...
Minha correspondente além mar...
"1975
(primeira versão)*
Sei que estás em festa, pá
Fico contente
E enquanto estou ausente
Guarda um cravo para mim
Eu queria estar na festa, pá
Com a tua gente
E colher pessoalmente
Uma flor do teu jardim
Sei que há léguas a nos separar
Tanto mar, tanto mar
Sei também quanto é preciso, pá
Navegar, navegar
Lá faz primavera, pá
Cá estou doente
Manda urgentemente
Algum cheirinho de alecrim
* Letra original,vetada pela censura; gravação editada apenas em Portugal, em 1975.
1978
(segunda versão)
Foi bonita a festa, pá
Fiquei contente
E inda guardo, renitente
Um velho cravo para mim
Já murcharam tua festa, pá
Mas certamente
Esqueceram uma semente
Nalgum canto do jardim
Sei que há léguas a nos separar
Tanto mar, tanto mar
Sei também quanto é preciso, pá
Navegar, navegar
Canta a primavera, pá
Cá estou carente
Manda novamente
Algum cheirinho de alecrim"
http://chicobuarque.uol.com.br/letras/tantomar_75.htm
Só pra ilustrar de forma lírica e chique, pq Chico é Chico, né minha nêga, :P
Sua linda, tô te amando por aqui, cê sabe bem disso!
Bjs,
Cris
Nalgum canto do jardim
Sei que há léguas a nos separar
Tanto mar, tanto mar
Sei também quanto é preciso, pá
Navegar, navegar
Canta a primavera, pá
Cá estou carente
Manda novamente
Algum cheirinho de alecrim"
Por
Blogs dos Colunistas Caderno R, às 3:18 AM
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